Terça-feira, 08.01.13


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Quarta-feira, 26.12.12

Tudo começou há vinte anos, depois de algumas conversas entre a Lucinda Atalaia e, a ainda, estudante finalista do Curso para o Ensino da Física e da Química na Faculdade de Ciências de Lisboa. Foram conversas entusiasmantes sobre a Natureza da Ciência, a Ciência não só como Corpo de Conhecimentos, mas também como Modo de Pensar caraterístico.

 

Para a Lucinda foi sempre clara a necessidade/ importância de proporcionar aos meninos um frutuoso contato com as Ciências. O desejo de responder a este desafio estava mais vivo do que nunca e, em pouco tempo, foi adaptada uma sala pequena do Jardim Infantil Pestalozzi . Uma sala apetrechada com alguns armários, um lavatório apropriado e material diverso de baixo custo foi o suficiente para, desde então, a professora com preparação específica no Ensino da Física e da Química, desenvolver com os meninos do 3º e 4º anos uma iniciação à atividade científica. Aqui, quinzenalmente, com a turma dividida ao meio, os meninos, em pequenos grupos, realizam atividades que envolvem processos científicos simples como: observar, medir, fazer previsões, formular e testar hipóteses, comparar, classificar, experimentar, inferir, analisar, comunicar, estabelecer relações, retirar conclusões, registar procedimentos e resultados, planear experiências para resolver problemas simples, identificar dificuldades e procurar soluções.

 

As diversas atividades pretendem levar cada criança a aprender, dentro do limite da sua idade, a natureza da construção do conhecimento científico, o modo como este é desenvolvido. O trabalho, em modo cooperativo, em pequenos grupos, não realça apenas a compreensão da Ciência, mas também incentiva a prática de muitas competências, atitudes e valores que caraterizam a Ciência.

 

A seleção das experiências e a sequência pela qual são exploradas têm também em conta o programa de Estudo do Meio do 1º Ciclo do Ensino Básico. Trata-se de experiências simples, algumas até divertidas que vão ao encontro dos interesses dos meninos e que constituem elementos básicos para a futura organização de conceitos mais complexos e relevantes.

 

As referidas experiências centram-se em alguns conceitos científicos estruturantes e nas ligações entre esses conceitos e os objetos, seres vivos e factos do mundo real. Executadas pelos meninos, com um mínimo de orientação, envolvem o manuseamento de materiais diversos, simples e que, quase sempre, lhes são familiares. A execução destas experiências constitui, pois, uma oportunidade para as crianças encontrarem respostas a questões levantadas sobre vários temas e satisfazerem a sua grande curiosidade e o desejo de descobrir e de perceber melhor o mundo que as rodeia.

 

A reflexão cuidada e a discussão sobre as experiências realizadas facilitam a compreensão, sendo essenciais para promover o crescimento intelectual das crianças. Neste sentido, a professora intervém, dando tempo para que os meninos desenvolvam uma compreensão, escuta e encoraja a participação ativa dos mesmos na comunicação dos seus pensamentos nomeadamente: fazer perguntas, construir explicações e justificar a sua compreensão, argumentar a partir dos dados e observações recolhidas, defender conclusões, desafiar criticamente as explicações uns dos outros e fazer sugestões.

 

 

A avaliação do trabalho desenvolvido no “Laboratório”, ao longo destes anos, tem sido globalmente muito positiva.

Os meninos:

- realizam com entusiasmo as atividades propostas e observam atentamente;

- entreajudam-se na execução das tarefas, reconhecem erros e tentam emendá-los, são persistentes, repetem procedimentos procurando ultrapassar as dificuldades;

- põem em comum vivências diversas relacionadas com as atividades que realizam, partilham o que sabem, discutem, identificam contradições e desafiam as explicações dos colegas, modificam as suas ideias perante as evidências/ observações;

- elaboram com empenho os registos escritos, aprimoram a qualidade desses registos ao longo do tempo, tornando-os mais claros, objetivos e rigorosos;

- melhoram a sua capacidade de raciocínio lógico e comunicação de ideias;

- revelam a experiência interior de satisfação intelectual por uma descoberta: colocam perguntas pertinentes, fazem ligação entre o que já sabem e o que gostariam de saber, falam entre si das experiências que realizam, fora da influência da professora;

- continuam, algumas vezes, em casa, a explorar um assunto e/ou a investigar os materiais, para lá do que estritamente lhes foi pedido;

- tomam iniciativas, sugerem experiências novas, imaginam criativamente as suas próprias experiências.

 

Volvidos estes anos de trabalho gratificante, de interação ativa com muitas crianças, existem razões de sobra para considerar que o projeto inicial foi respeitado, tem amadurecido e é capaz de incorporar novos desafios…

                                                                                                              Prof. Teresa Rangel

 

 

 



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